6.4.06

Retomem as orações: o servidor deste pobre blog (meu computador, para os íntimos) foi aos céus, minha gente. Orem por ele. Assim, voltaremos à programação normal. Pausa para os comerciais.

Narração:
Apoio do "piti": Speedy - o seu provedor de problemas, mais rápido do que você pode imaginar!
Placa de Rede - Seeeempre com você. E com o técnico!


(...)

Sobe BG.




Profecias de um Comunicólogo, aproximadamente às 21:19.
Bota a boca no trombone!






1.4.06

Que o nosso querido Brasil rende assunto, é fato inegável.
Mas fique claro: todo o conteúdo dos textos é de responsabilidade integral de seu escritor, não necessariamente representando a opinião da equipe blogueira!

Tragam-me uma camisa de força!


por "O Jornalista"




Para a felicidade de uns e tristeza de outros, estou de volta!
O motivo da minha ausência é o fato de eu ter entrado em estado de sono profundo após ter ingerido uma grande quantidade de colírio alucinógeno (sim, aquele mesmo usado pelo grande José Simão), à base de Ájax com Fanta Uva. Mas enfim, estou de volta à realidade desse nosso querido Brasil. Ao tomar conhecimento das notícias que acontecem por aqui, tive a sensação de que o efeito da poção mágica do macaco Simão ainda não havia passado.

A não ser que eu esteja muito enganado, a cidade e o estado de São Paulo não eram governados por dois políticos do PSDB? Devo estar sonhando... o maior estado brasileiro não pode estar nas mãos de Lembo, o matusalém. Acho que o primeiro projeto político que ele aprovou foi a construção da Arca de Noé. E o comando da terceira maior cidade do planeta está nas mãos do ilustríssimo Gilberto Kassab (é... aquele mesmo, amiguinho do titio Maluf e do Pitta, o Maluf dos Palmares).

E o Serra? Não foi ele quem jurou de pés juntos que ficaria até o fim de seu mandato na prefeitura? Juramento de político é mais frívolo que amor de praia... MEU DEUS! E o Alckmin, então? Sua esposa vai acabar sendo investigada pela quantidade de modelitos no guarda roupa! Só falta, agora, instituirmos a CPI da alta costura - e fazer uma acareação entre o Clodovil e o Ronaldo Ésper!

Ainda falando de política: o "incaível" Palocci caiu! E o pior é que ele caiu porque o caseiro fez a casa dele cair! Pô, Francenildo! Além de derrubar o homem precisava falar que ele era broxa? "(...)No lixo da casa, eu encontrei várias caixas de Viagra(...)", disse o caseiro à CPI. Que maré de azar do Palocci, hein? Além de a casa cair, a barraca não arma mais. Pro lugar de Palocci foi chamado o (agora ministro) Guido Mantega. Bom, talvez com "Mantega" a coisa passa a escorregar mais fácil e o brasileiro não sinta tanta dor onde costuma levar fumo. No bolso, é claro!

Depois de tantos absurdos políticos, fui ver o noticiário esportivo onde a coisa sempre parece mais normal. Só que não foi bem assim. Campeonato carioca: "Madureira se diz preparado para a final". Campeonato mineiro: "Ipatynga a um empate do Bi". "Romário de malas prontas para jogar em Miami". Será que o baixinho vai para a NBA? Não é possível estar ainda sobre a brisa do colírio!

Mais tarde, resolvi assistir a um programa sobre a Campanha da Fraternidade da CNBB, em um desses canais religiosos de TV por assinatura. Achei que aquilo seria ideal para me recuperar dos sustos anteriores, pois pra mim, até então, não existia nada mais cândido do que a uma campanha realizada pelos Bispos do Brasil. Tudo ia bem até eu perceber que, mesmo o tema sendo "portadores de deficiência", nenhuma das igrejas mostrada no programa tinha qualquer adaptação do gênero! SOCORRO!

Quando estava quase curado da ressaca pós-colírio, ouvi a noticia mais inesperada até então: "Primeiro astronauta brasileiro entrou em órbita hoje". Quer dizer, primeiro astronauta oficial, porque brasileiro já está acostumado a ir pro espaço há tempos. Surpreendente mesmo foi a declaração da mulher do nosso astronauta: "(...)já estou acostumada às longas ausências do meu marido(...)". O Brasil agora tem corno lunático! Cuidado para não enroscar o chifre na nave!

Após tantos absurdos para um só país não sei se realmente já tenha me livrado do efeito do colírio. Mas acho, também, que nada é mais alucinógeno do que viver na terra-brasilis!
"Pra frente, Brasil!"


Foto: Turma da Mônica




Profecias de um Comunicólogo, aproximadamente às 19:17.
Bota a boca no trombone!






31.3.06

Ainda falando em Brasil, "O Radialista" prova que é brasileiro e não desiste nunca: nós permaneceremos aqui, com uma pitada de boa vontade, sempre on air!

Oito dias e oito noites: 10 milhões, ida e volta!


por "O Radialista"




Depois de falar tanto em pizza (me deu fome) prefiro um texto mais light - sugiro a discussão sobre a ida de Marcos Pontes ao espaço.

Você deve pensar se eu estava brincando ao dizer assunto "light", já que essa história ainda tem muito a render...maaaas não estou brincando não! Tem coisa mais maçante (trocadilho inevitável, mil perdões) do que as CPI's do congresso, com suas cassações e aulas de dança? Não!

Justificada a afirmação podemos partir ao que interessa. O histórico brasileiro em relação às tentativas de "conquistar" o espaço sempre foi fracassado - houveram vááárias tentativas de lançar um VLS (veículo lançador de satélites), todas sem sucesso algum. Na última delas (ou quase, já que não chegou a ocorrer lançamento algum) houve uma explosão, que, infelizmente, matou alguns bons profissionais que o Brasil possuía - o que atrasou, por fim, a evolução tecnológica na área, pois, juntamente com esses cientistas e engenheiros, foi-se uma vastidão de conhecimentos e experiências!

Privilegiado geograficamente, nosso país possui a Base de Alcântara, muito próxima à Linha do Equador, fazendo com que se gaste menos combustível para colocar tais "brinquedinhos" no ar. Logo, nosso sonho fica além das nuvens.Com um histórico de revés no currículo, o Brasil nunca conseguiu lançar um satélite através de suas tecnologias, o que nos força a utilizar VLS de outros paises e, conseqüentemente, pagar muito caro por isso. Tal repertório de decepções traz à tona uma euforia surgida na ida do primeiro astronauta brasileiro ao espaço, já que, a partir de então, o Brasil passa a integrar um grupo seleto.

Empolgados? Então agora vem o desânimo: serão 8 dias no espaço, sem direto a quaisquer "passeiozinhos"(se fosse uma estadia no Rio de Janeiro ou São Paulo seria até compreensível). Admirar? Só pela janelinha! Com a missão de testar experimentos brasileiros na chamada quase gravidade zero, Marcos Pontes voltará sozinho, pois dois de seus companheiros de foguete ficarão 6 meses no imenso vazio. Após sabermos que isso nos custou uma pequena bagatela de 10 milhões (dolars, baby...dolars!), podemos chegar a uma conclusão: viajar para o Nordeste sairia mais barato, seria mais confortável e fortaleceria o turismo nacional!

Estão lembrados daquele milionário que pagou para viajar ao espaço? Pois bem, foi isso que aconteceu com nosso astronauta! A diferença é que, como o Brasil é um "país de todos", todos nós pagamos para ele viajar. Pode-se, portanto, levantar a seguinte questão: é realmente justo pagar tanto para Marcos Pontes viajar por 8 dias enquanto as pesquisas brasileiras (sejam elas em qualquer área) sofrem com a falta de incentivo financeiro? Será realmente tão produtivo quanto se espera? Segunda questão: vamos conhecer o espaço sem antes conhecer nossa própria terra, nosso próprio povo? Sim, pois se conhecêssemos nosso país, ele não seria tão desigual quanto é, em todos os aspectos.

Obviamente existe uma pontinha de orgulho ao se ver a bandeira do Brasil no bico de um foguete partindo para o espaço (sem piadinhas de duplo sentido com esse fato). Porém, essas questões são dignas de uma discussão mais aprofundada. Se o caminho para o desenvolvimento é a ciência, precisamos concentrar nossas forças (e o dinheiro também) em algo que seja realmente produtivo. Será que essa estadia no espaço será realmente tão produtiva?

(...)

É, boa pergunta! Eu acredito que não. E você?


Foto: Site Popular




Profecias de um Comunicólogo, aproximadamente às 21:52.
Bota a boca no trombone!






29.3.06

Força, hermanos!

Ainda há, aqui, uma hermana que não os abandonará!
Que tal falarmos de Brasil, hoje?

(...)

Olha o desânimo! Cadê o patriotismo?

Marcos Pontes, alagamentos e o mensalão: com brasileiro não há quem possa!


por "A Radialista"




Olá meus amores.

Pois sim, meu povo!

Estamos, de maneira otimista, já em meados de abril e a sensação de nowhere to run já me invade completamente. A causa? Simples!
É ano eleitoral!
Ano de Copa do Mundo!
Ano de escolha do modelo de HDTV!
E, por último mas não menos importante, é o ano em que o primeiro astronauta brasileiro vai a uma missão! Um marco histórico para os estudos espaciais (É...é. Espaciais. Ahnn. Tá.) do país.Tudo isso seria incrível, se não fosse um só detalhe: é tudo no mesmo ano. Eita...tava bão demais pra ser verdade!

Hoje, creio que vocês devam ter sabido, saiu (finalmente) o relatório conclusivo da CPI dos Correios. Foram indiciados vários partidários do PT, um senador do PSDB de Minas Gerais, a antiga alta cúpula do Partido dos Trabalhadores (!) - José Genoíno, Zé Dirceu, Delúbio Soares... -, além do publicitário Duda Mendonça e do empresário Marcos Valério. O relatório ainda vai ser analisado por todos os integrantes da Comissão [Parlamentar de Inquérito], que poderão "sugerir" (pescou a sutileza?) mudanças no texto. Sim. Mudanças. É. Tá sentindo o quentinho do forno? Talvez seja só impressão. Humm...justo agora, que fui proibida pelo médico de ingerir massas. Gastrite, sacumé.
Ah! E o relatório comprova a existência do mensalão. Não sei, mas acho que, caso existam outras vidas, eu já fui brasileira umas MDCLXVIII vezes...parece que eu já sabia disso. E você, sabia? O Lula não. Sabia? E um viva ao déja-vu verde-e-amarelo! Ordem no Congresso - esqueçam o "pogreço"!

E só uma notinha pra constar: o ministro da mús..ou melhor, da Cultura nacional, Gilberto Gil, largou algumas farpas para Hélio Costa, nosso ministro das Comunicações. Comunicações! Hahaha! Enfim. Numa palestra sobre a TV Digital, Gil leu um cordel escrito por uma jornalista local, onde menções como "conversa bosta" (desculpas aos leitores mais conservadores do blog) eram dirigidas a Costa - que, por sua vez, adjetivou o ministro da Cultura como ausente, desinformado...entre tantos outros, além de dizer que, ao invés de portar-se como ministro do Estado, Gilberto Gil teria agido como um artista gracejando frente a um grupo estudantil. Céus.

As águas de março vêm inundando o começo do outono. Alagamentos, deslizamentos, soterramentos, engarrafamentos...tudo na mais perfeita ordem, como tooooodo começo de ano. Quem já sabe o fim do filme? Não vale contar, hein?!

Nhá...e alguém ainda tem dúvidas de que o Brasil, hoje, tá mesmo indo pro espaço? Ah, tá.

Pelo menos nosso aclamado astronauta, formado pelo ITA (assim como grande parte da população brasileira) e noticiado fervorosamente ao longo do dia - não sei se pelo marco histórico que representa ou pela boa e velha função "tapador de sol com a peneira" que já nos é conhecida como tática do jornalismo brasileiro - teve um pouco mais de glória. E, mesmo assim, um estudioso e pesquisador espacial do Brasil preferiu concluir essa missão como "uma carona a peso de ouro", já que o projeto não é nacional. Não sei o porquê, mas isso me lembra HDTV. Embora isso seja uma loooonga outra história.

Boa sorte lá em cima, Marcos Pontes. Porque aqui embaixo a sorte já clama a necessidade de um milagre. Mas chega de tristeza e bola pra frente, afinal, "(...)a taça do mundo é nossa".



Foto: Universo HQ




Profecias de um Comunicólogo, aproximadamente às 22:45.
Bota a boca no trombone!






22.3.06

Vamos refletir no "eu", hoje?

(...)

Sim, eu sei. Nada muito agradável, nem aquilo que você preferiria fazer frente a um computador. Mas não custa nada...o mundo vai muito além desta telinha aqui. E eu espero que você saiba disso.

Só pra refletir


por "A Radialista"




Olá meus amores.

Dia difícil, não? Sim...dia difícil pra mim, pro trabalhador cujo turno de 12 horas não é suficiente para a compra da cesta básica, pra quem descobriu estar doente, pra mocinha que descobriu estar grávida aos 16, pra mãe que perdeu o filho, pro filho que perdeu o pai, pra quem está atolado em dívidas e não sabe como vai se manter sob aquele teto, pra quem tem sede. Fome. Pressa.

Sim queridos...a vida não é fácil, e todos nós sabemos. Mas, às vezes, é necessário que se diga isso para que as pessoas lembrem-se de quão efêmeros somos. De como as coisas, num simples pestanejar, podem acabar...ou começar. De como as coisas absolutamente não fazem sentido: ora no cume - ora, rolando entre as pedras, tentando levantar da queda. Dessa queda vem o amor, vem a dor, a amizade, a compaixão, a tristeza, desilusões. Nessas quedas a gente se acaba. Nessas quedas a gente renasce. Bem aquele lance da Fênix, mesmo.

Mas, a essa altura, vocês devem estar se perguntando o porquê da publicação de um texto desses? Simples. Só queria que vocês, por um pequeno instante, repensassem o valor da vida. Quanto vale a sua vida? E o que você faz, todos os dias, para valorizá-la? Você dá valor a quem ama? Dá o valor devido a si mesmo? Cuida de você, do seu corpo, da sua mente, do seu intelecto? Ou você, meu querido leitor, provavelmente ocupante da faixa de classe média brasileira (ou até mesmo da elite universitária, os 5% da população), tem aqueles hábitos medonhos (pra não dizer qualquer outra coisa) que vejo na maioria dos adolescentes dessa faixa etária? Pois é.

Gostaria de deixar bem claro que, antes que qualquer ataque, quando digo "maioria" quero representar aquela maioria mesmo, que conhecemos, o esteriótipo de adolescente alienado, egoísta e que acha que o mundo gira ao redor de seu umbigo. Exagero meu? Imagina...pense em todos os teenagers que você conhece. Se pelo menos sete não se encaixarem nesse perfil, tudo bem.

Cada um sabe muito bem (ou, pelo menos, deveria) o que considera certo ou errado. Mas vocês já pararam pra pensar em quantas pessoas gostariam de ter a vida que você leva reclamando? Pois é. E quem a perdeu? Dói, meu povo, mas é verdade. Então, por favor...deixem de ser "umbiguistas" e passem a perceber só um pouquinho o mundo ao redor.

(...)

Tomou um susto? Pois é. O mundo não se resume ao seu bairro. Nem a sua cidade. Nem aos seus amigos. Muito menos a você.

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância"
(Sócrates)




Foto: Arquivo Pessoal




Profecias de um Comunicólogo, aproximadamente às 21:17.
Bota a boca no trombone!






20.3.06

Um viva àqueles que ainda querem salvar a alma deste blog, hehehe!

Com toda a sua boa vontade de escrever num fim-de-semana e toda a agradável ironia que lhe é peculiar, "O Radialista" vem tocando num assunto muuuuito sério...SOS Brasil!

Um viva ao Ronaldinho: um viva ao Brasil!


por "O Radialista"




Ano par, ano de Copa do Mundo - ano especial!
No calendário encontram-se diversas datas importantes, tais como show do U2, Carnaval, Páscoa, Dia das Crianças, Natal, etc. Mas, claro, falta lembrar algo bobo, pequeno, irrelevante: as eleições. Só que, nesse ano, existe um diferencial em relação a todos os outros pleitos eleitorais anteriores.

Em 2002 existia uma grande esperança quanto a uma possível mudança nas bases que governavam o país. A maioria dos eleitores apostavam que, com a eleição de Lula-lá, tudo mudaria e o Brasil daria um grande passo rumo à igualdade social - afinal, finalmente teríamos um governo preocupado com as mazelas sociais, nunca antes combatidas! O tempo passou e o que era uma promessa transformou-se em decepção...a mazela social tornou-se presidente.

Após tantas denúncias de corrupção e sujeira na máquina do Estado, chegamos a uma conclusão: não existe mais direita, ou esquerda, não existe mais idealismo. O que existe é política - e poder é a palavra para definir o que acontece no atualmente no Brasil. Não são mais levados em conta os ideais e/ou moral. Tudo foi sucumbido pela ganância e pelo fascínio que o poder exerce.

PT, PSDB, PFL, PMDB...siglas que possuem significados diferentes mas representam um só ideal - tudo farinha do mesmo saco. É claaaaaro que existem políticos que conservam sua índole e não se vendem por saberem que o cargo que ocupam representa muito mais do que um punhado de dinheiro ao fim do mês, ou ao fim de transações duvidosas. Só que, infelizmente, estes acabam sendo levados no mesmo vendaval causado pela fama de seus maus companheiros de profissão.

É lamentável constatar que as necessidades e ambições pessoais sejam mais valorizadas do que as necessidades de quem realmente deveria interessar, de quem eles representam... do povo, enfim. E agora, nesse ano, presenciamos um grande desânimo político. De um lado, quem sempre governou o país e agora é oposição, atacando todos os erros do atual governo - que, pela primeira vez teve a chance de "mostrar serviço", decepcionando-nos de forma categórica. Céus...o que fazer?

Prova de que este dilema toma conta da sociedade?
Pois bem, já recebi algumas vezes o famoso e-mail do voto nulo. A quem não conhece, ainda, uma explicação do que se trata: a mensagem começa com um breve apanhado da decepção citada no texto de hoje e, por fim, sugere o voto nulo como a solução dos problemas, já que, se a maioria dos eleitores anular sua decisão, é obrigatório (por lei, constitucionalmente necessário, etc.) que haja outro pleito com candidatos diferentes. Enfim...complicado. Complicaaaado.

Maaaas, como política, religião e futebol não se discutem, não vou opinar sobre as eleições, mas espero que tenha desapertado essa problemática na cabeça de vocês - afinal de contas, além de torcer muito para o Ronaldinho na Copa do Mundo, não se pode esquecer de torcer pelo Brasil na política. Não só torcer como, também, fazer a nossa parte! Convenhamos...ele precisa! E também merece, apesar do pesares.


Foto: TRE




Profecias de um Comunicólogo, aproximadamente às 00:07.
Bota a boca no trombone!






16.3.06

Olá queridos!

Não pensem que abandonamos vocês - muito pelo contrário: nosso cantinho está passando por algumas reformulações, justamente para agradá-los. Torçam por ele! Amanhã, com fé, teremos texto novo. Como sempre...oremos, então.

P.S.: E para não deixá-los sem alento, mais uma tirinha para animar o dia - sempre ela!:




Profecias de um Comunicólogo, aproximadamente às 22:14.
Bota a boca no trombone!






14.3.06

Que tal um panorama sobre a história da televisão brasileira? Garanto boas reflexões póstumas.

Caixinha de Surpresas


por "O Radialista"




Depois de uma breve dissertação sobre a vida do radialista - esse profissional que exerce um importante papel mas não é tão reconhecido como deveria -, podemos nos aprofundar no assunto televisão. É, isso mesmo...essa caixinha de imagens que você, aí, que lê este texto, provavelmente tem na sala...aquela, que te faz companhia nos momentos mais ingratos da vida!

Quando o nosso querido Assis Chateaubriand (Chato para os íntimos) trouxe a televisão para o Brasil, já existia a televisão em cores, embora ainda em fase de testes. De lá para cá, a nossa querida "caixinha de imagens" evoluiu muito, passando por várias transformações que mudaram o olhar dos telespectadores, que transformaram o modo de produzir um programa. Com a invenção, por exemplo, do vídeo-tape (VT), a forma como se transmitia e armazenava o conteúdo exibido possibilitou a existência de programas gravados - o que não era comum.

Nos anos 60, por sua vez, algo acontece e, até hoje, afeta o país: a ditadura militar. Após a tentativa de promover as reformas de base, Jango foi deposto e, então, instaurou-se a tal ditadura, que trazia consigo a censura, que afetaria o conteúdo que estava sendo transmitido.

Algo também muito importante foi o surgimento da TV Globo, que, após alguns prejuízos nos primórdios, tirou a "sorte grande" de assinar um contrato com a Time-Life - grupo milionário atuante na área da comunicação. Tudo ilegalmente e com vistas grossas do Governo.

As cores chegaram ao Brasil, em 1972, na Festa da Uva de Caxias do Sul. Nessa década também houve um grande aumento do número de domicílios com televisão no país. A ditadura militar incentivava a venda das "telinhas mágicas", que usava para "vender" eventos como a Copa do Mundo de 70 e também como uma grande arma publicitária a favor do governo que imperava.

Chegavam os anos 80!
E com ele chegava a hegemonia da Rede Globo. O IBOPE começa a ditar de maneira mais decisiva do que nunca a programação das emissoras, na procura de anunciantes por programas de sucesso. Tais anunciantes, por sua vez, possuíam grande parcela de "culpa" pela viabilidade da televisão, e, mais do que nunca essa tendência começava a imperar nas comunicações! Algumas evoluções tecnológicas marcaram muito e simplificaram o "dia-a-dia" da TV por trás das câmeras.

Nos anos 90 houve uma certa divisão, mesmo que injusta, em relação à importância das emissoras. A Globo continuava soberana, mas seus concorrentes começaram a incomodar. As modificações tecnológicas, os satélites, a mobilidade, a Internet: tudo isso contribuiu para que a telinha se tornasse cada vez mais atuante e decisiva em nossas vidas, levando-nos a diversas partes do mundo e viabilizando diversas produções antes impensadas.

Novo Milênio! E com ele vem a grande discussão atual: a TV Digital, que promete inúmeras vantagens em qualidade, interatividade e opções de programação personalizada. Apesar de tanta vantagem, ainda ocorre uma dúvida muitíssimo importante e que deve ser estritamente discutida: como democratizar o meio de comunicação, fazer com que a sociedade inteira, sem distinção de classes, possa usar isso? É...mais uma questão que poderia ser resolvida por meio da política...mas, até agora, não foi. A história mostra que, quando um governo tomou uma decisão totalmente para si enquanto ela deveria ter sido pública, errou-se. Exemplo disso foi a escolha do sistema de transmissão PAL-M para o Brasil, o que aumentou o custo das emissoras. Já que os equipamentos tinham que ser comprados e transcodificados para tal sistema. Mas o fato é: decidir sozinho pode provocar perdas sociais muito grandes (assunto para um próximo texto).

Após tantas modificações, erros, acertos e evoluções o que nosso querido Chatô acharia da atual televisão? Será que gostaria de ver moças dançando seminuas na banheira e reality shows? Pois é, meu povo...isso dá IBOPE!

(...)

E o mais que será que essa caixinha de surpresas nos proporcionará?
Pensemos.




Foto: Cinequanon




Profecias de um Comunicólogo, aproximadamente às 23:29.
Bota a boca no trombone!






13.3.06

Que tal falarmos um pouco sobre a profissão de um de nossos comunicólogos? Claro...mas numa abordagem muito mais, digamos...peculiar.

Atentem, pois.



Vida de Radialista


por "A Radialista"




É, minha gente...vida de radialista não é fácil. De estagiária em radialismo, muito mesmo. De estudante de Rádio e TV, então...nem se fala.

Dias desses estava eu num daqueles típicos reencontros de turma escolar de anos atrás, com a velha desculpa de rever os "amigos" - aquele pessoal que só vemos a cada ano bissexto, num golpe de sorte. Sejamos sinceros, então: todos nós sabemos que esse tipo de encontro só serve pra saber quem casou, quem separou, quem tem filhos, quem engordou, quem desistiu da vida acadêmica, quem trabalha, quem ainda vive com os pais, quem enriqueceu...e é aí que o ser radialista já entra a milhas de desvantagem, ora.

Chega a hora, portanto, de falarmos sobre as carreiras. Que beleza! Tínhamos um médico formado pela USP, uma veterinária, uma engenheira de alimentos (um tipo de nutricionista que calcula a inexistência atômica da matéria alimentar em questão, em acordo com a utilização que lhe será dada. Ficou claro? Pois é, nem pra mim), outro engenheiro - só que, agora, eletrônico - , um professor/tradutor (Hahaha, coitado! Bem-vindo à realidade da dureza!), entre tantas outras profissões clássicas de nosso abrangente mercado. Num surto de curiosidade (meio mórbida, até), minha querida ex-professora - sabe aquela que tinha orgulho de lhe entregar medalhinhas de "honra ao mérito" por ser o melhor aluno da sala? Então...essa mesma! - me encara quase que numa agressão, perguntando:

- E aí, passou na faculdade?


*Pronto: começara meu calvário.


- Passei sim, psora.

- Mas essa menina sempre foi um orguuuulho! Passou onde?

- Na Cásper Líbero, lá na Av. Paulista.

- E não prestou USP por quê?


*Pausa pra indignação. Respiremos.


- Eu prestei sim, mas fiquei por um ponto. Aí entrei na Cásper e decidi ficar por lá.

- Ah, sim, mas a Cásper tem muita qualidade...tradição né? Isso vale. Mas que bom, então! Quer dizer que tá fazendo jornalismo?

- Não, psora. Eu faço Rádio e Televisão.


*Um minuto de silêncio para esta alma perdida. Atentem agora para a cara de desgosto da mulher.


- Ahn?

- Rádio e TV.

- Hummm.


*Esse silêncio constrangedor sempre é um dos momentos mais difíceis.


- Ahn sim, claro! Rádio e TV! Poxa, mas isso é legal sim, hein? É bastante diferente! É mesmo a sua cara!


*Sempre fico em sérias dúvidas quando me dizem isso.


- (risos muuuuuito envergonhados) Tomara que seja mesmo!

- Poxa, que bacana! Fico feliz por você! Mas...o que Rádio e TV faz mesmo? É daqueles cursos do Instituto Universal Brasileiro?

- (risos mais sem-graça ainda) Não, não! Estuda-se em Rádio e TV as funções que se pode desempenhar na produção audiovisual, seja em emissoras de televisão, de rádio, produtoras de vídeo, etc.

- Ahhhhh, mas é claro! Então você não vai consertar aparelhos não, né?


- (pausa pra indignação. Sorriso praticamente frenético) Hahaha, não...não.

- Então você vai aparecer na TV? Ó, mas que beleza! Vamos ter uma aluna famosa! E quando vai ser a estréia na Globo? Eu quero aparecer, hein?


*E eu querendo sumir.


- Não, não vou aparecer na TV, não! Meu papel será sempre por detrás delas!

- Ahhhh...


*É aí que é possível sentir um certo desapontamento da mestra. Afinal, tantos anos de dedicação àquela aluna incrível, que tinha tudo pra ter uma profissão decente...e vai virar o quê? Operadora de câmera? Cruzes! Então porque gastar tempo e dinheiro fazendo um curso superior? Céus.


- Que bacana! Sucesso pra você, viu?

- Brigada, psora.


A partir de então, tenho mais uma semana de crise existencial sobre a carreira que escolhi pra vida.

Ou então, uma semana rindo e me perguntando o porquê de não ter prestado jornalismo.

Ou então, por fim, desistindo de ter que explicar pela MCLXVIII vez que não, eu não conserto rádios e aparelhos televisores. Sei a diferença deles por uma mera questão de sorte.

(...)

Alguém ainda questiona sobre a vida de uma radialista?

Gracias.



Foto: Luxirion




Profecias de um Comunicólogo, aproximadamente às 23:57.
Bota a boca no trombone!






11.3.06

Na tentativa de adoçar um pouco mais a tristeza que instalou-se nesse endereço eletrônico, uma mensagem da mocinha mais encantadora do planeta:





Mafalda, de Quino




Profecias de um Comunicólogo, aproximadamente às 00:27.
Bota a boca no trombone!



A Radialista

Polissêmica, poliglota, polissilábica, política e polivalente - Mulher acima de tudo, pero sín perder la ternura jamás. Precisa dizer mais?





O Jornalista

Segue os passos da informação e da verdade - mas estes nem sempre seguem seus passos. Fazer o quê?




O Radialista

Opinião, mas sem polêmica..... ah, e bem discreto, claro. Quem disse que um comunicólogo não pode ser tímido?




Tão dizendo por aí...

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